
Montenegro “meteu-se dentro de uma alhada e foi tropeçando, tropeçando até cair no abismo”
Miguel Sousa Tavares de Viva Voz
03/07/25
•18m
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Sousa Tavares critica a forma com o PM geriu a crise política, recusando assumir erros no caso da empresa familiar: "só empurrado" deu algumas explicações. O cronista considera, no entanto, que ainda há tempo de evitar novas eleições e uma "guerra de egos" que "os portugueses não entendem" desde que alguém (Montenegro ou Pedro Nuno Santos) dê um passo atrás. Entende ainda que o PR pode ter um papel nesse sentido, mas "já devia ter tentado intervir". Falamos ainda da "cilada" de Trump que Zelensky "avaliou mal".
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Com a Europa num impasse, o PR de França tem sido protagonista, o que deixa a UE em segundo plano. A conclusão é de Sousa Tavares para quem António Costa já "perdeu vários comboios" e terá perguntado ao espelho: "afinal em que é que eu mando"? A atitude de Macron em Washington merece reparos, mas as maiores críticas são para Trump que "aproxima os EUA, em alguns apectos, da Coreia do Norte". Sobre o relatório da IGAS, não restam dúvidas: Governo e MP devem atuar.
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Sousa Tavares considera que o PM percebeu que as sondagens não lhe eram favoráveis e entrou na AR em "modo de medo para acabar em modo de pânico". Entende que Montenegro transformou "um assunto pessoal num assunto do governo, do parlamento e do país" e só procurou o entendimento com o PS "à 25a hora" depois de "quase se terem ofendido". O ónus, acrescenta, estava do lado do Governo. Com eleições à vista, antecipa dificuldades para os lideres do PSD e PS.
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