
Israel ataca alvos nucleares, Irão responde, o caos à solta no Médio Oriente
Guerra Fria
06/15/25
•25m
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O conflito entre Israel e o Irão entrou este domingo no quarto dia sem qualquer sinal de abrandamento. Pelo contrário: os ataques continuam a escalar, com ambas as partes a mostrarem pouca ou nenhuma disposição para parar. A análise geopolítica neste Guerra Fria em podcast, com Nuno Rogeiro e José Milhazes. A nova ofensiva iraniana, lançada a meio da tarde de domingo, destacou-se por ter sido conduzida em plena luz do dia, uma novidade num conflito que até agora decorria sobretudo à noite. Israel respondeu horas depois, já depois de ter atingido, na noite anterior, 80 alvos em território iraniano, incluindo instalações sensíveis como o Ministério da Defesa e infraestruturas relacionadas com o programa nuclear de Teerão. A escalada de violência surge numa altura em que os canais diplomáticos estão silenciosos e a comunidade internacional se limita, na sua maioria, a apelos vagos à contenção, sem propostas concretas para travar os ataques. A ausência de uma mediação eficaz e a postura agressiva de ambos os lados agrava o risco de alastramento do conflito a outros países da região. A sucessão de retaliações cria um ciclo vicioso difícil de interromper, colocando em risco não só a estabilidade do Médio Oriente, como também a segurança energética global e a paz internacional. O Guerra Fria foi emitido a 15 de junho na SIC Notícias.
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Israel lançou uma ofensiva contra o Irão para travar o que considera ser uma ameaça nuclear iminente. Segundo o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel em entrevista exclusiva à SIC Notícias, Teerão nunca esteve tão perto de ter uma bomba atómica como na véspera do ataque. A operação, que já estaria a ser preparada há anos, teve como alvos uma central nuclear e figuras-chave do aparelho militar iraniano. Israel afirma que o objetivo é desmantelar a capacidade nuclear do Irão e eliminar uma ameaça direta à sua existência. A ofensiva ainda decorre, mas os militares israelitas garantem que não se trata de uma campanha prolongada. A continuidade das ações dependerá da desistência iraniana do seu programa nuclear. Segundo Rozenszajn, o Irão “nunca esteve tão longe” de alcançar o seu objetivo como agora. Uma declaração que reforça a determinação de Israel em não permitir que Teerão desenvolva armamento nuclear. A entrevista é de 13 de junho, pelas 15h45.
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As últimas 24h foram decisivas para o mudar do rumo na guerra entre Israel e o Irão com a entrada direta dos Estados Unidos no conflito. O que é que está em jogo com este ataque? Nuno Rogeiro refere que o Pentágono defendeu esta acção com base na Lei de Poderes de Guerra, alegando tratar-se de uma resposta preventiva. O que é que isso significa na prática? Pondo os olhos para o leste da Europa, a Rússia e a China têm interesses na região, especialmente no estreito de Ormuz, vital para a China. Qualquer que seja o desfecho dos próximos capítulos, o mundo está alerta. O Guerra Fria foi exibido no dia 22 de junho na SIC.
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